Tomou posse nesta terça-feira, no Fórum de Matinhos, o novo delegado Max Dias Lemos. Ele foi prestigiado pelas autoridades municipais, comerciantes e entidades organizadas. Humilde e feliz de estar assumindo a delegacia de Matinhos, Max Dias disse que irá lutar para servir o povo matinhense e reduzir a criminalidade – que tem assustado os moradores nos últimos meses. “Eu queria muito vir para Matinhos. Passei um mês de operação verão aqui e gostei muito da cidade. Ajudar, cooperar para reduzir a criminalidade e ajudar na segurança vai ser meu papel aqui”, afirmou ele.
Max Dias Lemos contará com o apoio do Ministério Público (MP), do juiz criminal, da Guarda Municipal e da Polícia Militar para que – unidos – todos possam desempenhar bons trabalhos. O anúncio do nome dele para comandar a delegacia de Matinhos foi confirmada há duas semanas pelo delegado chefe da Divisão Policial do Interior, Valmir Soccio, numa reunião com o presidente do Conselho de Segurança (Conseg) de Matinhos, Edmilson Ribas. Na reunião, a deficiência policial de Matinhos foi relatada. Além da falta de delegado há quase um mês, Matinhos ainda carece de efetivo de policiais civis para investigações.
Max Dias Lemos é gaúcho e estava em Barracão (Sudoeste do Paraná). “A luta está apenas virando mais uma página e que daqui para frente possamos colher todos os louros de uma ação integrada: polícias civis e militares, guarda municipal, políticos (e incluo nisso vereadores, secretários e até nosso prefeito). Se todos juntos lutarmos pelo bem comum, que é a segurança pública, os bandidos terão receio de vir para Matinhos!”, afirmou Edmilson Ribas, no seu discurso de boas vindas ao delegado.
Não são apenas os mais humildes e carentes que recebem o bolsa família. Em alguns municípios o descaso é tão absurdo que tem gente com cargo em órgãos governamentais e que pegam o benefício. Um exemplo disto seria o funcionário comissionado do deputado estadual Márcio Nunes (PSD), João Luiz Dissenha. O comerciante (como ele se qualificou quando foi candidato a vereador em 2008 em Campo Mourão) teria entrado na fila como se fosse de família de baixa renda.
No entanto, olhando o Portal da Transparência pode-se notar que o “buraco é mais embaixo”. O moço recebe um salário total da Assembleia Legislativa (Alep) de R$ 2.539 mensais. No perfil do facebook, desativado em janeiro deste ano, Dissenha aparece como sendo funcionário da Alep e morador de Campo Mourão. Outro perfil, criado para substituir o anterior e alterado após primeira reportagem sobre o tema no Paraná Portal, diz que ele é funcionário do meio ambiente.
João Luiz Dissenha pediu exoneração na terça-feira. Ele atuava, segundo o deputado Márcio Nunes, no escritório de Campo Mourão. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público (MP) federal.
Nota da Blogueira: Como ele existem muitos, mas muitos casos similares. Há que se revisar tudo, sem detrimento dos que precisam...
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o mandato do vereador de Curitiba e ídolo atleticano Paulo Rink (PR). A cassação foi por suposta infidelidade partidária. Eleito pelo PPS, Paulo Rink (que foi atacante do Atlético Paranaense e chegou a defender a Seleção da Alemanha quando se naturalizou alemão) trocou de partido, migrando para o PR. Ele alegou à época que pediu autorização para o PPS para mudar de sigla. No entanto, o partido pediu a cadeira do parlamentar na Justiça Eleitoral – já que a eleição é do partido e não do candidato, segundo a regra da fidelidade partidária.
O juiz que relatou o caso disse que “não há qualquer evidência de que os fatos, como narrados, tenham tornado insustentável a permanência do réu no partido. Não se tem qualquer prova que o partido desejasse a saída do réu”. Portanto, a saída teria sido em desacordo com a lei eleitoral.
O TRE determinou que a Câmara Municipal emposse o suplente do PPS, Diogo Busse. Paulo Rink vai recorrer.
O deputado estadual Bernardo Carli (PSDB) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por falsidade ideológica. De acordo com a denúncia acatada pelo TRE, Bernardo Carli teria feito caixa dois de campanha nas eleições de 2010, declarando que pessoas contratadas por ele como cabos eleitorais teriam trabalhado voluntariamente. O dinheiro gasto no pagamento desses cabos eleitorais não foi declarado à Justiça Eleitoral na prestação de contas.
Segundo a investigação, treze dos 36 cabos eleitorais declararam à Polícia Federal que receberam para trabalhar para o parlamentar. E o pior: o pagamento teria sido feito em dinheiro. Para quem desconhece contas de campanha, existe uma conta jurídica para cada candidato e que tem que ser movimentada através de cheque. Todos os depósitos são feitos de forma identificada e as saídas precisam ser comprovadas. Isso para evitar gastos absurdos e o famoso caixa dois – que continua acontecendo livremente, com pouca fiscalização.
O deputado conseguiu liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendendo os efeitos desta decisão até julgamento final do recurso. Ou seja, ele fica no cargo até o julgamento da Suprema Corte. No entanto, a decisão por si só já torna o parlamentar inelegível.
Enquanto Bernardo Carli tem condenação no TRE, a Assembleia Legislativa dorme em berço esplêndido. Cadê a Comissão de Ética que já não cassou o parlamentar? Enquanto os políticos forem omissos com a corrupção, pouco se mudará efetivamente...
Guarapuava - Em dezembro do ano passado, o deputado se envolveu em outro processo, originado de investigação do Gaeco e da Procuradoria Regional Eleitoral de Curitiba que apura suposto esquema de compra de votos nas eleições de 2014, na região de Guarapuava. A Operação Capistrum (cabresto, em latim), investiga diversos crimes eleitorais em benefício da candidatura do deputado nas eleições de 2014. De acordo com o Gaeco e com a Procuradoria Regional Eleitoral, a organização criminosa atuou dividida em dois grupos, localizados em Guarapuava e no distrito de Entre Rios (25 quilômetros do centro da cidade). As investigações apontam que, durante o período eleitoral, houve a distribuição de vários benefícios. Já no dia das eleições estaduais de 2014, a suspeita é de que os coordenadores dos dois grupos reuniram motoristas e cabos eleitorais para praticar delitos de boca de urna e transporte de eleitores.
Bernardo Carli é irmão do ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (sem partido), que renunciou ao mandato em 2009 após se envolver em acidente de trânsito que resultou em duas mortes. Um dos mortos no acidente foi a do filho da deputada federal Christiane Yared (PR).
O Ministério Público (MP) estadual apresentou uma denúncia criminal por peculato contra um vereador por uso particular de veículos da Câmara Municipal. De acordo com a denúncia, em quatro dias nos meses de agosto e setembro de 2013, o vereador Jacir de Oliveira Morais, conhecido como Jacizinho (PSL), viajou a Curitiba em carros oficiais do Legislativo municipal, com motorista e combustível pagos pelo erário. Até aí tudo bem, se o motivo para a visita supostamente oficial não passasse de uma carona para que a irmã pudesse fazer consultas médicas na capital.
Além da denúncia criminal, a Promotoria de Justiça ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa, requerendo a condenação do réu às penas da Lei de Improbidade: perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o Poder Público.
O ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDBRR), foi flagrado em conversas telefônicas sugerindo ao expresidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato. Ou seja, aquilo que questionei recentemente se a Lava Jato continuaria após dezembro deste ano foi confirmado muito antes do que eu poderia imaginar.
Os diálogos entre Sérgio Machado e Romero Jucá (ministro do presidente Michel Temer, PMDB) ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Aliás, um dos motivos do acordão para o impeachment, com toda certeza. As conversas somam 1h15min e estão nas mãos do Ministério Público (MP) federal.
Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, passou a procurar líderes do PMDB e pedindo que votassem pelo impeachment de Dilma porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR). Muitos mudaram de lado. Caso inexplicável do deputado federal João Arruda (PMDB-PR). Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".
Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação premiada. Com isto, ele poderia delatar vários companheiros seus. A interpretação dele foi quase como uma ameaça velada. " Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída". Ele disse ainda que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra".
Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003/2014), e foi indicado "pelo PMDB”. No Supremo Tribunal Federal (STF) é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.
Assaltantes armados tentaram roubar hoje uma cliente de uma agência da cooperativa Sicredi, na Avenida Coronel Elísio Pereira, em Paranaguá, no litoral do Estado. Houve tiroteio com a Polícia Militar (PM). Houve até mesmo um cerco policial em vários pontos da cidade para encontrar os bandidos, que teriam fugido numa pick-up.
Nota da Blogueira: Inicialmente a informação da polícia era a de que a agência do Sicredi havia sofrido uma tentativa de assalto. No entanto, a assessoria de comunicação informou que a nota era equivocada e que o roubo teria sido contra um cliente e do lado de fora da agência. Notícia arrumada, sigamos em frente!...
O árbitro Flávio Rodrigues de Souza foi a grande sensação da partida de ontem entre o Atlético Paranaense (Furacão) e o Atlético Mineiro (Galo). O Furacão era melhor em campo, mas o empate poderia até ter acontecido, se não fosse da forma como foi. Mal intencionado, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza começou seu espetáculo negativo após os 30 minutos de partida. Não viu faltas para cartão contra o rubro-negro paranaense, expulsou o treinador (a pedido do quarto árbitro), perdeu o controle da partida e seguiu suas lambanças não dando pênalti a favor do Atlético, dando a favor do Galo e aplicando penalidades inexistentes.
Teve a mãe xingada pela torcida durante todo o espetáculo e saiu sob vaias generalizadas da imprensa e dos torcedores em um som quase ensurdecedor: “puta que pariu, a CBF é a vergonha do Brasil”! Se não for devidamente punido e retirado no rol de árbitros, a CBF estará dando um tiro no pé e mostrará mais uma vez o despreparo que tem em todos os sentidos. Corrupção? Antipatia gratuita? Inabilidade? Incompetência? Qualquer destas respostas não dá qualquer alívio para a CBF. Ou se profissionaliza verdadeiramente os árbitros ou continuaremos a ser desacreditados no futebol e na política dentro do futebol – ainda mais nojenta e rasteira!
Vergonha! Foi assim que saí do estádio ontem. Envergonhada não com o time – que se mostrou guerreiro, não com o treinador Paulo Autuori (que fez modificações equivocadas mas se mostrou capaz de lutar pelo Atlético dos Paranaenses), não com a diretora (que se calou diante do episódio). Minha vergonha foi bem maior, foi a vergonha de fazer parte do mundo do futebol brasileiro – que tem perdido espaço cada vez mais para países onde o futebol é profissional...
Mas as reclamações alcançaram também os jogadores. O goleiro Weverton foi um dos mais contundentes e não poupou críticas ao árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Segundo o arqueiro, o próprio juiz, antes da partida, disse para alguns jogadores do Furacão que iria "consertar" os erros cometidos pelo árbitro do duelo com o Palmeiras, no fim de semana passado. Na oportunidade, Flávio era o quarto árbitro. “Pelo amor de Deus, não existe. Ele chegou aqui e disse que iria consertar a merda que o outro árbitro fez. Ele veio aqui e fez muito pior. O juiz erra, mas hoje foi demais. Cansa a gente trabalhar a semana inteira e daí vem um cara e estraga”, disse o goleiro – que atuou até como uma espécie de treinador, incentivando o time na partida com o Galo. “É chato falar de cabeça quente, mas eu não tenho nem dúvida que ele atrapalhou nosso time. Gerou insegurança ao nosso time”.
O jogador Nikão confirmou que os erros da arbitragem trouxeram descontrole ao time. “O jogador quando o juiz erra não pode falar que toma amarelo. E se continuar falando é expulso. A gente não pode falar. E ele pode errar. Todo mundo viu que ele errou, mas o jogador não pode falar. Não é de hoje que o Atlético vem sendo prejudicado. O jogo estava bonito e vistoso. Depois, a atenção do jogo ficou para o juiz pelas coisas que aconteceram dentro de campo”, assinalou o atleta.
Tudo teria começado aos 25 minutos do primeiro tempo, quando o técnico Paulo Autuori foi expulso da partida após reclamar de um lance assinalado pelo árbitro. O quarto árbitro Ronan Marques da Rosa garantiu ter sido xingado pelo treinador – um dos mais calmos que vi atuar em toda minha vida!
“Quero desafiar o quarto árbitro – acabo minha carreira amanhã, se o que ele colocou ali é verdade. Ele mentiu. Isso tem que acabar. Ele disse que eu xinguei o trio de arbitragem. Mentira. Ele faltou com a verdade claramente. Em nenhum momento fui ofensivo. Reclamar de lance, todos reclamam e eu não vou parar de reclamar. Se ele comprovar que eu xinguei, eu coloco meus 40 anos carreira no lixo. Isso transcende o futebol: verdade ou mentira. E ele mentiu descaradamente”, afirmou Paulo Autori.
Como se não bastasse tudo isso, no fim da partida, Flávio Rodrigues de Souza ainda anulou o gol de Thiago Heleno depois de marcar falta de Walter no lance. Acham que acabou? Não. Os árbitros ainda tentaram encrencar o Atlético depois do jogo e relataram na súmula que três moedas de R$ 0,25 centavos e uma revista de publicidade amassada foram atiradas ao final da partida dentro do campo.
A Vara da Fazenda Pública determinou, em caráter liminar, a indisponibilidade dos bens do prefeito de Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), Loreno Bernardo Tolardo (PSD) e do secretário municipal de Ordem Pública Frederico Bernardi. Eles foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por designar servidores da prefeitura para atender interesses particulares - o que configura enriquecimento ilícito e dano ao erário.
Na ação civil pública, o MP aponta que, por determinação dos réus, pelo menos oito servidores públicos municipais realizaram a segurança privada da residência do prefeito entre março de 2012 e janeiro de 2015.
Os dois estão com os bens bloqueados num valor total de R$ 1,7 milhão – o que garantiria o ressarcimento integral do dano.